O BMS celebra o mês internacional das mulheres homenageando as profissionais que se destacam no setor de Máquinas e Equipamentos, principalmente na área de comércio exterior. Em uma série de entrevistas trazemos a público um pouco da jornada de sucesso (e os desafios superados) de empresárias, diretoras, especialistas e de grandes nomes governamentais e/ou organizacionais, trazendo luz à diversidade de gênero em nosso setor.
A seguir confira a entrevista Rosangela Aiello, Coordenadora de Exportação da Piccin.
BMS: Como foram os caminhos profissionais para chegar aonde está hoje, na Piccin?
Rosângela Aiello: Comecei em Araraquara, trabalhando em uma empresa multinacional. Depois passei um tempo morando fora, em diversos países como Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos. Foi quando meu marido faleceu que decidi voltar para o Brasil, com meu filho de um ano e dois meses. Comecei a trabalhar em outra empresa, mas sempre em comércio exterior. Há 10 anos comecei no agro, onde me descobri, me encontrei e me apaixonei. Foi uma grande descoberta, pois é um mercado emocionante.
BMS: Qual a importância de mais mulheres trabalhando no setor, em situação de igualdade?
Rosângela Aiello: A Piccin hoje está inserindo cada vez mais mulheres em todos os setores da empresa, desde RH até produção, passando por planejamento. Eu acredito que a mulher possui uma visão mais detalhista, mais apurada, o que é importante em qualquer mercado. O equilíbrio entre homens e mulheres na empresa é essencial, pois comprova que as oportunidades foram dadas em igualdade. Quando comecei ainda havia poucas mulheres e hoje eu já vejo esse caminho rumo a um equilíbrio, não só aqui, mas também nos clientes.
BMS: Qual sua percepção da presença e atuação da mulher no mundo dos negócios?
Rosângela Aiello: As mulheres estão cada vez mais investindo em educação, se preparando para o crescimento profissional e pessoal. A mulher tem um atendimento mais humano com os colegas e clientes, o que traz benefícios ao atendimento no setor. Temos um pouco mais de cuidado, de diplomacia para atuar, essencial quando lidamos com várias culturas internacionais. Não estou dizendo que as mulheres são melhores, elas complementam o trabalho masculino.
BMS: Que conselhos você daria às mulheres brasileiras que estão iniciando ou que já estão atuando nos mercados internacionais?
Rosângela Aiello: Especialmente quem está começando, não ache que somente a capacitação e o trabalho trarão oportunidades. Saiba que é importante ter uma rede de relacionamentos com os clientes, parceiros e até com os concorrentes, porque há sempre mudanças no mercado de trabalho. É importantíssimo fazer MBA, ter uma formação, mas saber se relacionar abre portas.

